R. LimaConceitos de IARafael Lima Instagram · @iacomrafael ↗
Visão geral

AI First

A diferença entre usar IA no fim do trabalho e colocá-la no desenho desde o começo

Quase todo mundo já usou IA para acelerar uma tarefa: um e-mail mais rápido, um resumo, uma imagem. Isso funciona, e não é AI First. AI First começa quando você desenha o processo inteiro e marca onde a IA encosta. O ganho deixa de morar numa pessoa e passa a morar no processo.

O mapa da família

Cinco pilares e um método, cada um com página própria

Esta página é a visão geral: o que muda quando a IA entra no desenho. Cada pilar abaixo é uma peça do desenho, e tem a sua página. Os cinco formam um ciclo: o que a medição ensina volta para o registro. O IPO é o método para abrir um processo em passos antes de redesenhar.

5.1 · Captura · pilar 1 de 5

O que não vira registro não existe

A IA só trabalha com o que está escrito. O que vive na conversa é invisível para ela, e para quem começa amanhã.

Lá você encontra
  • as três gavetas
  • do corredor ao registro
  • a pergunta das férias
abrir 5.1 →
5.2 · Contexto · pilar 2 de 5

Resultado ruim é falta de contexto

Quando a resposta volta genérica, quase sempre faltou o que só quem trabalha aqui sabe.

Lá você encontra
  • o mesmo comunicado, sem e com contexto
  • os quatro campos da casa
  • antes de culpar a ferramenta
abrir 5.2 →
5.3 · Execução · pilar 3 de 5

Quebrar em fases e conferir entre elas

Em fases, com alguém conferindo entre elas, o erro aparece cedo e sai barato.

Lá você encontra
  • onde o erro aparece
  • quem executa, quem confere
  • o plano antes de gerar
abrir 5.3 →
5.4 · Memória · pilar 4 de 5

Toda correção vira regra

A correção precisa morar onde é lida na hora de fazer. Quase nunca é o manual.

Lá você encontra
  • o erro que volta toda semana
  • a linha de correção
  • onde a correção mora
abrir 5.4 →
5.5 · Medição · pilar 5 de 5

Nada começa sem quatro campos

Em que ajuda, qual é o número, quanto é hoje, quanto em sessenta dias. Sem os quatro, é vontade, não projeto.

Lá você encontra
  • a ficha preenchida ao vivo
  • um de cada destino
  • os sessenta dias
abrir 5.5 →
5.6 · IPO · método

Entrada, processo, saída

Escrever o que chega, o que se faz e o que sai, com o tempo de cada passo, vira número que se defende.

Lá você encontra
  • monte o seu
  • onde o tempo vaza
  • quanto vale
abrir 5.6 →
Onde a IA encosta

O mesmo orçamento, desenhado de dois jeitos

É como comprar uma calculadora mais rápida para o setor de compras, quando o que atrasava era esperar a cotação do fornecedor. Mesmo cliente, mesmo técnico, mesma proposta no fim. No primeiro desenho a IA entra no fim e acelera uma etapa. No segundo ela entra no desenho. Conte os passos.

A IA no fim5
  1. 01Chega o pedido de orçamento
  2. 02Você lê e entende o que o cliente quer
  3. 03Pergunta preço e prazo ao técnico, e espera
  4. 04Escreve a proposta com ajuda da IA
  5. 05Revisa e envia

A etapa 4 ficou mais rápida. As outras quatro continuam iguais, e o processo continua esperando o técnico.

A IA no desenho3
  1. 01Chega o pedido de orçamento
  2. —Você lê e entende o que o cliente quer
  3. —Pergunta preço e prazo ao técnico, e espera
  4. 02Cai onde preço e prazo já estão escritos, e sai a proposta pronta
  5. 03Uma pessoa confere só o que fugiu do padrão

A espera não foi acelerada: deixou de ser necessária, porque a informação passou a existir escrita.

O que mudou não foi a velocidade de escrever. Foi ter a resposta escrita em algum lugar.

O seu tempo

Todo trabalho tem três partes, e só a do meio fica barata

Pense no gerente que deixou de digitar as próprias planilhas: o dia dele não ficou mais curto, ficou com mais decisão e mais revisão. Com a IA no desenho, o total de horas não é o que muda. Muda qual das três partes come o seu dia. Troque a visão e veja as barras.

quem decide é vocêDIRIGIR

o que pedir, e para quê · com que critério · o que vale a pena fazer · o que fica de fora

é esta parte que mudaPRODUZIR

procurar a informação · rascunhar · montar e formatar · refazer para outro público

quem responde é vocêCONFERIR

isto está bom o bastante? · faz sentido para quem lê? · o que precisa mudar? · pode sair assim?

Tempo no dia · como era Barras de tempo entre dirigir, produzir e conferir 15% 70% 15% DIRIGIR PRODUZIR CONFERIR

As alturas mostram a forma, não uma medida. A sua, você mede cronometrando uma rotina de verdade.

Todo mundo vira gestor de alguma coisa. E o ganho só aparece se as pontas recebem o tempo que o meio devolveu.

Ilha ou trilho

O ganho continua existindo com você fora?

Todo escritório tem aquela planilha que só uma pessoa sabe usar: quando ela sai de férias, a planilha para junto. Ilha é um ponto isolado que funciona sozinho e não leva a lugar nenhum. Trilho liga uma etapa na seguinte. Classifique as quatro situações.

O ciclo que se fecha

Cinco pilares, e a volta que quase todo mundo esquece

Pense na reunião de fim de projeto em que todo mundo lista o que deu errado, e a ata vai para uma pasta que ninguém abre no projeto seguinte. O que faz o trilho funcionar não é a ferramenta: é onde a informação fica. Aqui, os cinco pilares formam um loop: um ciclo em que o fim do trabalho alimenta o começo do próximo. Cada pilar é um verbete desta família. Clique em cada um, e depois abra o loop para ver o que acontece sem a volta.

As cinco partes de uma rotina

Cinco camadas, e a última devolve para a primeira

É a ficha técnica da cozinha industrial: o que entra, o modo de fazer, os utensílios, a prova antes de servir, e o ajuste anotado na ficha para o próximo turno. Olhe por dentro de qualquer rotina que melhora sozinha e você acha as mesmas cinco camadas. O exemplo é o mais comum que existe: responder dúvidas de cliente.

Por onde a informação passa

O caminho que a informação faz num dia de trabalho

Num almoxarifado bem gerido, o material chega, é conferido, vai para a prateleira certa e sai para quem pediu; e o que sai alimenta a próxima lista de compras. Com a informação é igual. Aqui ela se chama contexto: tudo o que alguém precisa saber do seu negócio para fazer o trabalho direito. As quatro primeiras caixas quase toda empresa já tem. O que quase nenhuma tem são as duas setas de baixo, e é nelas que mora o que se aprendeu fazendo. Siga o ciclo.

Passo 1 de 7
Ciclo do contexto: capturar, organizar, guardar, executar e resposta, com duas setas de volta CAPTURARtrazer o contextopara dentro ORGANIZARdar um lugara cada coisa GUARDARdeixar o contextolegível EXECUTARpessoas e IAusando o contexto RESPOSTAquem usa reage,volta ou não volta o rastro do trabalho: como a decisão foi tomada, e o que sobrou pronto o sinal de quem usou: quem abriu, quem respondeu, quem voltou
Quem achou o erro, corrigiu

A correção que veio de quem não mexe em tecnologia

Sabe quando a recepção percebe que todo cliente pergunta a mesma coisa e cola um aviso no balcão? Ninguém precisou chamar o pessoal de sistemas. Uma empresa de dois sócios passou a usar um assistente para responder clientes. Ele começou a errar um tipo de resposta, sempre do mesmo jeito. Quem percebeu foi o sócio que não é da área técnica. Avance a história.

Capítulo 1 de 4
o sócio01 · Percebe

Um tipo de resposta está saindo errado, sempre igual. Não é um erro isolado: é uma classe de erro.

o sócio02 · Diz o que está errado

Escreve para o assistente qual é o erro e o que era para ter sido feito, e pede a regra numa linha. Sem abrir chamado, sem esperar reunião.

o sócio03 · Cola a linha na instrução

Lê a linha, confere que ela diz o que ele quis dizer e cola na instrução que o assistente lê antes de toda tarefa. A regra passa a existir fora da cabeça de alguém.

o assistente04 · Aquele erro para

Não só naquele caso: a categoria inteira de engano deixa de acontecer.

Este é o pilar 4 inteiro, e quem o executou não era da área técnica. A correção é feita por quem enxerga o erro.

O que a IA precisa para entregar sozinha

Quatro coisas alimentam o trabalho que sai pronto

Quem passa uma tarefa ao estagiário e sai para uma reunião deixa quatro coisas na mesa: o que entregar, como se faz, a que ele tem acesso e o histórico do cliente. Para a IA entregar sem alguém do lado o tempo todo, quatro coisas precisam existir escritas. Cada uma é um pilar visto de outro ângulo. Clique em cada caixa.

Trabalho que sai pronto o bastantesem alguém do lado o tempo todo
Quatro tamanhos, do chat à empresa

A mesma arquitetura, em quatro alturas

Uma empresa também cresce assim: primeiro um funcionário com função definida, depois uma equipe com coordenador, depois um processo com aprovações, e só bem depois uma auditoria que confere tudo. Muda o tamanho do problema e o custo de montar. O princípio é o mesmo. Os dois primeiros degraus cabem numa tarde, no chat que você já usa.

Quando paga

Trilho não é sempre melhor que ilha

É a mesma conta de montar um modelo de contrato: para um contrato por ano, não compensa; para vinte por mês, se paga na primeira semana. A coluna do desenho não é de graça: alguém precisa escrever, uma vez, o que hoje está na cabeça de alguém. Quem decide se vale é a frequência. Ponha os números de uma rotina sua.

20
30
12
O desenho se paga em
—
economia por mês—
economia em um ano—

A conta não inclui o ganho que não aparece em minutos: o processo que sobrevive às férias de quem sabia, e o erro que para de se repetir.

Para levar

Três ideias

No fim acelera; no desenho muda

A IA no fim deixa uma etapa mais rápida. No desenho, etapas deixam de existir.

O que não está escrito não existe

O ganho do desenho quase sempre vem de escrever o que estava na cabeça de alguém.

Feche o loop num pedaço

Uma rotina, uma área, um relatório. Só depois leve o desenho para o lado.

AI First
Colocar a IA no desenho do processo desde o começo, em vez de usá-la no fim para acelerar uma tarefa.
Ilha
Uso de IA que acelera um ponto isolado e depende de quem o descobriu.
Trilho
Uso de IA que liga uma etapa na seguinte e muda o processo, independente de quem executa.
Loop fechado
Rotina em que o que se aprende no fim volta para o começo, por escrito.

Simplificação didática. O ciclo dos cinco pilares é uma forma de organizar o assunto; outros materiais usam outras divisões para a mesma ideia. Os percentuais das barras mostram a forma, não uma medida.