Um time bom nasce de um material em que você já confia, em três etapas que param para você aprovar
O que é um time e quando ele vale a pena está em time de assistentes. Esta página é a mão na massa: de onde saem os especialistas, como cada um é escrito, como o time decide quem responde e como você monta tudo no chat. O exemplo é um manual de gestão de pequena empresa que vira seis especialistas, cada um com nome de função: quem olha o caixa, quem corta o excesso, quem valida antes de construir.
A loja pequena começa com um contador que faz tudo; quando o movimento cresce, entram o fiscal, o da folha e o de custos, cada um com a sua mesa e a sua entrega. Com a IA é parecido. Um especialista aqui é um assistente (a IA com uma instrução guardada, ver as três partes) que cuida de um pedaço do assunto e devolve uma coisa só. Compare os dois caminhos.
Uma semana você precisa da tabela do caixa, na outra da lista do que parar. Entregas diferentes pedem instruções diferentes.
O material que você usa ensina coisas diferentes em partes diferentes, e cada parte dá para virar uma entrega.
O assistente começa a responder tudo de um jeito equilibrado e sem opinião: é o meio-termo que a página do time descreve.
Se tudo o que chega pede a mesma entrega, fique com um especialista bem escrito. Ele é mais barato de manter e erra menos.
Na reforma, o mestre de obras não levanta parede antes de você aprovar a planta, e não reboca antes de você ver a parede. O time nasce de uma fonte (um livro, um curso, o manual da casa), e a IA trabalha em etapas que param para você conferir. Cada parada é onde um erro ainda custa uma frase para consertar. Avance.
Você vai transformar o material que eu anexei num time de especialistas para eu usar aqui no chat. Trabalhe em três fases e PARE no fim de cada uma para eu aprovar. ANTES · O INVENTÁRIO Leia cada arquivo inteiro, do começo ao fim, antes de escrever qualquer coisa. Devolva só uma tabela: arquivo · tamanho · estrutura (partes, capítulos) · tipo. O tipo é um destes: - PRIMÁRIA: o material original (o manual, o livro, o curso). - DERIVADA: resumo ou pesquisa sobre a primária, feito por outra pessoa ou por IA. - CONTEXTO: material sobre onde isso vai ser aplicado (a empresa, o setor). Abaixo, o que se perdeu (tabela, imagem, trecho cortado) e o que nenhuma fonte cobre. A primária manda. A derivada só preenche o que a primária não cobre, e vai marcada. O que você completar por conta própria vai marcado [completado]. FASE 1 · A PROPOSTA DO TIME Tire da primária de 5 a 8 especialistas. Cada um: - tem fronteira clara na fonte (uma parte, um capítulo, um processo), e você diz qual; - devolve UM entregável concreto (um diagnóstico, uma tabela, uma decisão, um plano). Quem só "orienta" ou "apoia" não entra; - não responde a mesma pergunta que outro. Se dois responderiam, junte os dois ou redesenhe a fronteira. A ordem é a ordem em que a fonte ensina: ela vira as camadas do time. Devolva a tabela: # · camada · especialista · chame quando · o que devolve · de onde vem na fonte. "Chame quando" é uma situação na segunda pessoa, com as palavras de quem vai usar, sem nome de método. Certo: "chame quando você cresce e o caixa piora". Abaixo da tabela: o que da fonte ficou de fora e por quê, e quais especialistas dependem de outros. PARE e pergunte se aprovo, se quero juntar ou separar algum. FASE 2 · UM POR VEZ Depois que eu aprovar, escreva um especialista por mensagem, na ordem das camadas: chame quando · como conversa · o que sabe (com a marca de origem em cada bloco) · o que devolve (com as seções ou colunas) · o que NÃO faz (dizendo qual outro especialista faz) · o defeito previsto e uma regra dura que dá para conferir. PARE depois de cada um. FASE 3 · UM ARQUIVO SÓ Junte tudo num arquivo: o nome do time, a tabela da fase 1 e os especialistas na ordem das camadas, separados por uma linha.
Na hora de contratar, a pergunta que resolve não é “ele entende de finanças?”, é “o que ele me entrega na sexta?”. O teste do especialista tem cinco critérios, e o que mais derruba candidato é o segundo: um entregável concreto, uma coisa que você leva embora da conversa. Especialista que só “orienta” ou “apoia” vira um parágrafo a mais.
Corresponde a uma parte da fonte: um capítulo, um processo.
Um diagnóstico, uma tabela, uma decisão, um plano. Uma só.
Menos costuma esconder dois num só; mais costuma separar o que a fonte trata junto.
O que ela ensina primeiro vem primeiro. Essa ordem vira as camadas, os andares do time.
Se dois responderiam à mesma pergunta, junte ou redesenhe.
A linha que diz quando chamar cada especialista é o que o time lê para escolher. Ela precisa estar nas palavras de quem pede: ninguém chega dizendo o nome de um método, chega dizendo o que está doendo.
“Chame para aplicar a análise de fluxo de caixa.”
Só acerta quem já sabe a resposta.
“Chame quando você cresce e o caixa piora.”
É a frase que a pessoa diria na reunião de segunda.
A boa descrição de cargo diz também o que não é com você: “não aprova pagamento, isso é do financeiro”. Cada especialista é escrito numa ficha, e o campo que evita confusão é o que ele NÃO faz, apontando o vizinho que faz. Em “o que sabe”, cada bloco leva a marca de origem: de qual parte da fonte veio, ou [completado] quando foi a IA que preencheu. Escolha um especialista, edite os campos e copie.
“Como conversa” é igual para todos e vem pronto: as regras estão em como a conversa anda. No fim da ficha, uma linha de confiança: alta se tudo veio da fonte original; baixa se tem [completado] no ponto central.
A regra dura é a que dá para conferir lendo a resposta, sem confiar em ninguém: “sempre que disser ‘público pequeno’, escreve o número”. Adjetivo como “seja criterioso” não dá para conferir. Mais em a linha que dá para conferir.
No balcão de atendimento, “é troca ou é defeito?” decide se o cliente vai para o caixa ou para a assistência técnica, antes de qualquer conversa. No time acontece o mesmo: dois especialistas vizinhos tocam o mesmo sintoma e dariam respostas opostas. O orquestrador (a instrução que distribui as perguntas e escolhe o especialista, ver o caminho da pergunta) resolve com uma pergunta só, escrita de antemão. Especialista fraco devolve resposta fraca; desempate errado manda você para o lugar errado com confiança.
Onde mora: uma linha por par de vizinhos, no arquivo do time ou na instrução do orquestrador. “Se o sintoma é atraso, pergunte: coisas demais ou uma coisa demorando?” Sem ela, o time escolhe pelo palpite, e escolhe calado.
O bom consultor não chega com um questionário de vinte itens: diz o que acha que está acontecendo e pergunta se acertou. É a regra que mais muda a conversa com o time. Quem responde lê o que você já disse, arrisca uma hipótese e só pergunta o que muda a resposta. Compare com a mesma mensagem.
Só as que mudam a resposta. O resto ele assume e escreve que assumiu: “vou supor que você vende a prazo; se não, me corrige”.
Na terceira mensagem já existe entregável. O que faltou vai marcado como lacuna, nunca estimado em silêncio.
A resposta abre com a assinatura, o nome do especialista e a camada, e devolve o seu problema em uma frase.
Três especialistas juntos viram ruído. Dois, um depois do outro, e a ordem faz parte do conselho: primeiro corta o excesso, depois enxuga o processo do que sobrou. Ao contrário, você enxuga o que ia cortar.
Depois da entrega volta: fez sentido, quer aprofundar, chamar outro ou está resolvido? Ao fechar, pede a frase que você leva para o seu caderno de decisões.
Você disse uma coisa e depois outra? Ele mostra as duas frases e pergunta qual vale. E, quando há dois caminhos, mostra os dois e você escolhe.
A ficha de integração de quem entra na empresa lista todas as etapas desde o primeiro dia; as feitas ganham visto, as outras esperam em branco. O time entrega o mesmo: um caderno que cresce, com uma seção por camada. As feitas trazem a entrega daquela camada; as outras ficam em cinza, com “ainda não passamos por aqui”. Arraste e clique numa camada.
O caderno é o que você leva quando fecha a conversa. E é o que mostra se o caminho está sendo pulado: quem pede a camada 6 sem ter passado pela 5 ouve um aviso, e a oferta de começar pela que falta.
O manual de oitenta páginas fica na estante da sala; na porta, só o bilhete “antes de responder, consulte o manual”. No chat, o projeto (um espaço com instruções e arquivos que valem para toda conversa aberta dentro dele) tem os dois lugares. O arquivo do time vai no conhecimento, a área de arquivos do projeto. Nas instruções, só o bilhete do orquestrador. O campo de instruções é feito para caber um bilhete, não um livro.
Abra um projeto só para o time. Suba o arquivo da fase 3 e cole o bilhete abaixo. Toda conversa nova ali já começa com o time montado.
Sem essa função, cole o bilhete e o arquivo do time na primeira mensagem de cada conversa nova. É repetitivo, e o efeito é o mesmo. Guarde os dois numa pasta para copiar rápido.
Teste com perguntas que chegaram de verdade no último mês. Se ele escolheu errado, o defeito está no arquivo do time: um “chame quando” vago, ou um desempate que falta.
Você é o orquestrador deste time: distribui as perguntas. Não responde por conta própria. O time está no arquivo do time, no conhecimento deste projeto: só existe quem está lá.
1. Pergunta genérica ("quem está aqui?", "como funciona?"): responda com a tabela do time, sem parágrafo antes, e pergunte por onde eu quero começar.
2. Escolha pelo "chame quando". Abra com [nome do especialista · camada N] e diga em uma frase por que escolheu.
3. Dois especialistas tocam o mesmo sintoma? Faça a pergunta de desempate escrita no arquivo antes de escolher.
4. Hipótese antes da pergunta. No máximo 3 perguntas, só as que mudam a resposta; o resto você assume e diz que assumiu. Na terceira mensagem já existe entregável, com a lacuna marcada.
5. No máximo dois especialistas por resposta, um depois do outro, na ordem certa.
6. Camada que depende de outra ainda não feita: avise e ofereça começar pela que falta.
7. Depois da entrega, pergunte: fez sentido, quer aprofundar, chamar outro ou está resolvido?
8. Nunca invente especialista, regra ou número que não esteja no arquivo. Você direciona, o especialista analisa, eu decido.
Vou testar a escolha do time. Para cada pergunta abaixo, não responda a pergunta: diga só qual especialista você chamaria, e por quê, em uma linha. Se duas perguntas caírem no mesmo especialista por motivos diferentes, me avise. [cole aqui dez perguntas reais que você recebeu no último mês]
Se você usa a IA numa pasta do computador: no Claude Code, o mesmo time vira uma pasta com arquivos, em vez de um projeto do chat. O desenho desta página não muda: um texto por especialista, o bilhete do orquestrador e o caderno. O que muda é onde cada parte mora; procedimento que só abre quando a tarefa aparece é assunto de skill.
Cada especialista devolve uma coisa que você leva embora. Quem só orienta é um parágrafo a mais.
Especialista fraco devolve resposta fraca. Desempate errado manda você para o lugar errado, com confiança.
Testou com dez perguntas reais e ele escolheu errado? Conserte o “chame quando”, não o bilhete.
Simplificação didática. O manual de gestão, as suas seis partes, os seis especialistas, as fichas, os sintomas e as perguntas de desempate são exemplos inventados; os números das fichas (horas, dias, duas semanas) também. O nome dos recursos do chat (projeto, conhecimento, instruções) muda entre ferramentas e versões; o desenho do time não. Família Assistente; irmãs: resposta ancorada, onde a regra mora, skill, time de assistentes, conector.