Cada especialista vira um arquivo e trabalha numa mesa separada; para a sua conversa volta só a entrega
O time de montar um time de especialistas nasceu para o chat. Esta página é o mesmo time numa pasta do computador, no Claude Code: cada especialista vira um arquivo, o orquestrador (quem distribui as perguntas) vira um trecho do manual, e cada especialista trabalha numa mesa separada. O exemplo é o mesmo: o manual de gestão de pequena empresa, em seis especialistas com nome de função.
O consultor de fora não senta na sua reunião: recebe o dossiê, trabalha no escritório dele e devolve o parecer. No chat, o orquestrador lê a pergunta e vira o especialista ali mesmo, na mesma conversa. Na pasta, cada especialista pode ser um subagente: um ajudante que trabalha numa conversa separada, que começa vazia, e devolve à sua conversa só a entrega. Compare o caminho da mesma pergunta.
Na mudança de escritório, nada se perde: o organograma vai para a parede, a pasta de cada cargo vai para o arquivo, o livro de ocorrências fica na recepção. O desenho do time não muda: muda onde cada parte mora. Clique num arquivo.
Passo a passo que só abre quando a tarefa aparece é skill, não especialista: a skill ensina um jeito de fazer dentro da sua conversa; o especialista trabalha na mesa dele e devolve uma entrega.
A pasta de cada cargo no arquivo do RH abre com a etiqueta: o nome do cargo e quando procurar essa pessoa. O arquivo do especialista também. No cabeçalho vão o nome, a descrição e o que ele pode usar; no corpo, a ficha. A descrição faz o papel do “chame quando”: é lendo ela que a conversa principal decide quem chamar. Clique nas partes sublinhadas.
--- name: quem-olha-o-caixa description: Chame quando a empresa vende mas o dinheiro não aparece, quando o caixa piora com o crescimento, ou antes de dar mais prazo a um cliente grande. Devolve o mapa do caixa. tools: Read, Grep, Glob --- Você é quem olha o caixa, camada 2 do time do manual de gestão. ## Antes de responder, leia - fonte/manual-de-gestao.pdf, parte 2 - os arquivos que o pedido indicar ## O que devolve O mapa do caixa, em uma página: o que entra, o que sai, o que trava e o que dá para mudar. Todo valor vem com a data em que entra ou sai. ## O que NÃO faz - Não decide o que cortar: isso é de quem corta o excesso. - Não altera nenhum arquivo: lê e devolve. ## Se faltar informação Não espere resposta. Entregue com a lacuna marcada e, no fim, escreva o que precisaria saber.
Crie um especialista do time na pasta .claude/agents/, a partir da ficha abaixo. 1. Nome do arquivo: o nome de função, em minúsculas, com hífen. 2. No cabeçalho: name, description e tools. A description começa com "Chame quando", traz as situações da ficha e termina com a entrega, em até três linhas. Em tools, só ferramentas de leitura, a não ser que eu diga outra coisa. 3. No corpo: o que ler antes de responder, o que devolve (com as partes), o que NÃO faz e qual vizinho faz, e a regra "se faltar informação, entregue com a lacuna marcada e diga o que precisaria saber". 4. Me mostre o arquivo antes de salvar. Não crie nenhum outro. [cole aqui a ficha do especialista]
A ficha vem da fase 2 de montar um time. Se o campo de ferramentas ficar de fora, o especialista recebe as mesmas ferramentas da conversa principal, inclusive as que escrevem e apagam.
O perito que recebe o processo pelo correio não liga para tirar dúvida: trabalha com o que veio no envelope. No chat, o especialista abria com uma hipótese e fazia até três perguntas. Na pasta, ele recebe um pedido, trabalha e devolve, sem ver a sua conversa e sem poder perguntar nada no meio. Por isso as perguntas mudam de lugar: o orquestrador faz as perguntas antes de chamar, e o pedido que desce leva o caso inteiro. Compare os dois envelopes.
## O time Você é o orquestrador deste time: distribui as perguntas. Os especialistas estão em .claude/agents/: só existe quem está lá. Você não faz o trabalho deles. 1. Antes de chamar, faça até 3 perguntas, só as que mudam a resposta: a decisão em uma frase e até quando; o que já foi tentado; o que muda se a decisão sair errada. 2. Escolha pela descrição de cada especialista e diga em uma frase quem vai chamar e por quê. 3. O especialista não vê esta conversa. Passe o caso inteiro por escrito: o que eu disse, os números, os arquivos da pasta que tratam disso, a decisão em jogo e a entrega esperada. 4. No máximo dois especialistas por pergunta. Se um depende do outro, um depois do outro; se não dependem, ao mesmo tempo. 5. Traga a entrega como veio, com as lacunas marcadas, e pergunte: fez sentido, quer aprofundar, chamar outro ou está resolvido? 6. Ao fim de cada camada, atualize o caderno-do-time.md.
É o mesmo bilhete de montar no chat, com duas mudanças: as perguntas sobem para antes da chamada, e o caso desce por escrito. Onde o manual mora e como ele cresce está em CLAUDE.md.
Quem pede ao estagiário que leia quarenta contratos não quer os quarenta na mesa: quer a lista das cláusulas que importam. A conversa também tem uma mesa, a janela de contexto, e ela enche. Com o especialista numa mesa separada, o que ele leu fica lá, e volta só a resposta: a sua conversa continua com espaço para o combinado do começo. Arraste para mudar quanto ele precisa ler.
A forma, não a medida: nenhuma ferramenta mostra essas barras assim. Elas descrevem quanto da sua mesa cada caminho ocupa.
Na gráfica, quem revisa a prova não é quem diagramou, e o revisor marca o erro com caneta vermelha: quem corrige é o diagramador. Na pasta, isso vira especialistas de conferência que começam sem nada da conversa, e por isso não carregam as escolhas que a sessão fez nem a tendência a achá-las certas. Eles só leem e devolvem; quem conserta é a conversa principal. Avance pelo caminho.
No chat, o gesto é o mesmo, à mão: uma conversa nova, só com o entregável.
Ninguém chama um perito para somar duas notas. Cada especialista chamado começa do zero: precisa do caso escrito, demora mais e gasta mais do seu limite de uso. E cada passagem é mais uma chance de o pedido chegar torto (ver vale montar?). Para cada situação, decida.
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No trabalho em lote, como classificar quinhentos e-mails dividindo entre dez especialistas, duas coisas mudam. A entrega vira arquivo: dez páginas voltando juntas enchem a sua mesa, então cada um grava o resultado num arquivo da pasta, e a conversa principal só confere se os arquivos chegaram antes de juntar. E dez ao mesmo tempo rendem bem menos do que dez vezes: cada um demora para começar, e no fim alguém ainda junta tudo. Divida porque o trabalho é grande, não para ganhar velocidade de graça.
O cabeçalho diz quando chamar; o corpo, como trabalhar. É pela descrição que ele é escolhido.
O especialista não vê a conversa e não pergunta no meio. Quem pergunta é o orquestrador, antes.
Vale quando a leitura é grande e a entrega é pequena. Uma linha de planilha não precisa de time.
Simplificação didática. O manual de gestão, os especialistas, os arquivos e os números do caso e do trabalho em lote são exemplos inventados. O nome da pasta, os campos do cabeçalho e a forma de criar um especialista foram conferidos na documentação da ferramenta em outubro de 2026 e mudam entre versões; o desenho do time não. Família Claude Code; ver também montar um time de especialistas e time de assistentes.