O formato mora num arquivo: o Claude segue o modelo em vez de adivinhar a cada pedido.
O modelo é um documento de verdade que mostra como a saída tem de ficar: a ata de exemplo, a planilha com as colunas certas, a apresentação com os slides certos. Aqui, modelo é o documento de exemplo, não o modelo de IA das outras páginas. O padrão visual diz as cores, as fontes e a logo. Os dois são arquivos guardados na pasta do projeto. Com eles ali, você para de descrever o formato em cada conversa, e a correção de formato passa a ser feita uma vez, no arquivo.
É como explicar ao fornecedor, de boca e todo mês, como você quer o relatório: cada mês ele vem de um jeito, até alguém mandar um relatório pronto e dizer “igual a este”. Na primeira semana você pede “um ponto por linha, quatro caixas para as decisões, participantes em lista”. Na segunda, esquece metade, ou pede igual e ela entende diferente. Com o modelo na pasta, o pedido encolhe para “no formato do modelo”, e as duas semanas saem iguais. Alterne.
A correção de formato feita no chat vale para aquela conversa. Feita no modelo, vale para todas as próximas.
modelo/, com os blocos em ordemNa cozinha industrial, o cozinheiro novo não recebe a descrição do prato: recebe a ficha técnica com a foto do prato montado. Aqui também não é uma descrição do formato: é o próprio documento. No exemplo, uma ata de verdade, recebida de um parceiro do projeto e lida inteira. Ao lado dela, um arquivo curto chamado COMO-EDITAR.md (o .md no fim indica texto simples) lista os blocos na ordem e guarda as regras de formato que vieram do uso, como as três marcadas com a barra. Clique nos blocos.
No exemplo real, o formato foi ajustado uma vez, no piloto (a primeira ata do projeto), e todas as atas seguintes saíram no formato ajustado. Onde as pastas modelo/ e fontes/ moram no projeto: pasta com dono.
É a mala direta do Word: os nomes ficam numa planilha, a carta-modelo em outro arquivo, e corrigir um endereço não mexe na diagramação da carta. O conteúdo de cada ata é um arquivo de texto simples em fontes/, que qualquer um revisa. Quem transforma esse texto em documento é um gerador: um pequeno programa que o próprio Claude escreve e deixa na pasta. Ele monta o .docx (o arquivo do Word) e o .pdf no formato do modelo. Como as duas coisas estão separadas, cada tipo de correção tem um lugar só. Escolha uma correção e veja o que muda.
No almoxarifado, a prateleira tem a etiqueta “parafusos”, não “caixa azul”: troca-se a caixa e a etiqueta continua certa. No padrão visual, em vez de “azul-escuro” e “laranja”, o arquivo diz cabeçalho, destaque, risco. Cada nome desses, que os designers chamam de token, aponta para uma cor da marca. Assim, quem monta a peça escolhe pela função (“isto é um risco”), e se a marca trocar a cor, ela muda em todo lugar de uma vez. Clique num papel para ver onde ele aparece; depois troque a cor do destaque.
Piloto de compras · semana 3
18 de 20
Pedidos fechados sem retrabalho nesta semana
Risco: o cadastro atrasado segura a segunda área
Fonte: ata de 19/08 · planilha de pedidos
--cabecalho: var(--azul-da-marca); /* título e cabeçalho de tabela */ --destaque: var(--verde-da-marca); /* o número que a peça quer mostrar */ --risco: var(--laranja-da-marca); /* só para risco, nunca para enfeite */ --apoio: var(--cinza-da-marca); /* fonte, rodapé, legenda */ /* não veio da marca: decisão nossa, marcada como tal */ --fundo-de-tabela: var(--cinza-claro-da-marca);
No exemplo real, um padrão visual de 135 linhas vale para toda apresentação e toda planilha de um cliente. Ele separa o que veio da marca do que foi decidido por quem montou, e tem uma seção de decisões que ainda estão em aberto: o que o manual da marca não respondeu e alguém precisa decidir.
O formulário de reembolso com quatro linhas funciona até a viagem com sete notas: aí alguém escreve quatro numa linha só ou deixa nota de fora. Um modelo com quatro caixas de decisão funciona na semana que teve quatro decisões. Na semana que teve sete, a IA espreme quatro numa caixa só, ou corta. O modelo certo não diz “quatro caixas”: diz “uma caixa por decisão, quantas houver”. Mova o controle.
Vale para tudo que varia de uma vez para outra: número de participantes, de riscos, de frentes. O modelo fixa a forma de cada item, não a quantidade.
Quem manda proposta comercial em PDF abre o PDF antes de anexar: o texto pode estar certo e a tabela de preços ter saído cortada na margem. A regra das atas do exemplo manda abrir as páginas antes de entregar: tabela cortada, cabeçalho órfão no fim da página, célula estourando. Nenhum desses defeitos aparece lendo o texto. Veja a mesma ata dos dois jeitos e, no arquivo aberto, clique nos cinco defeitos.
## Participantes - Coordenadora do projeto · Instituição A · gestão - Analista de compras · Instituição B · operação ## Decisões 1. O piloto começa pela área de compras 2. A ata sai em até dois dias úteis 3. Critério de aceite: 20 pedidos sem retrabalho 4. Reunião passa para terça-feira 5. Cadastro de fornecedores entra na semana 4 ## Riscos - Cadastro atrasado segura a segunda área ## Encaminhamentos - Enviar a planilha de pedidos - Validar o critério com a diretoria - Marcar a reunião de terça - Revisar o cadastro
No texto, tudo certo. Cinco decisões, um risco, quatro encaminhamentos, cada um na sua linha. Quem confere só isto aprova.
| Nome | Instituição | Time | Contato |
|---|---|---|---|
| Coordenadora do projeto | Instituição A | gestão | ramal 2210 |
| Analista de compras | Instituição B | operação | ramal 3104 |
| Encaminhamento | Prazo |
|---|---|
| Validar_o_critério_de_aceite_com_a_diretoria | 26/08 |
Enviar a planilha de pedidos · Validar o critério · Marcar a reunião de terça · Revisar o cadastro
(página 2 começa com “Cadastro atrasado segura a segunda área”)
A ata circula para fora do projeto. Por isso o gerador do exemplo se recusa a gerar se encontrar no texto um código interno, desses que só a equipe entende (D4, F12, CT-07). Não depende de alguém lembrar de conferir: a régua está no gerador. Escreva um encaminhamento e teste.
Abrir o arquivo é a conferência entre a fase de gerar e a de entregar. Mais sobre conferir entre as fases em quebrar em fases e conferir entre elas.
Quando o modelo é uma tela ou uma página, a conferência pode ir além de caçar defeito: peça que o Claude abra o resultado, compare com o modelo, liste as diferenças e corrija, no mínimo duas rodadas, com a ordem “não melhore, reproduza”. Na pasta, quem abre e compara é ele, se tiver como abrir a página; no chat, quem tira o print é você: o print como referência.
Quem treina atendente novo não entrega a descrição de um bom e-mail: entrega três e-mails bons que já foram enviados. O erro mais comum é descrever o formato no pedido em vez de mostrar o modelo. A descrição sempre deixa uma brecha que o exemplo fecha sozinho. Os outros dois erros já apareceram acima: o modelo rígido e aceitar o arquivo sem abrir.
Ponha em modelo/, do jeito que ela tem de sair. Um documento real, não um esqueleto em branco.
“Um ponto por linha.” “Uma caixa por decisão, quantas houver.” “Participantes em três colunas.”
Abra o arquivo que voltou ao lado do modelo. O que ficou diferente vira linha nova no passo 2.
Gere a ata da reunião de hoje no formato de modelo/. Antes de gerar, leia o modelo e o arquivo de regras ao lado dele, e me diga em lista os blocos na ordem em que vão aparecer. Regras que não mudam: - um ponto por linha, nunca vários na mesma linha; - uma caixa por decisão, quantas houver; - decisão é o que a sala fechou, não o que a conversa destacou como achado. Depois de gerar, abra o arquivo e me diga se tem tabela cortada, cabeçalho sozinho no fim da página ou célula estourando.
Formato certo em cima de conteúdo errado é só um erro bem diagramado. Antes do formato vem o conteúdo apoiado na fonte: arquivo de referência.
Um documento real em modelo/ fecha as brechas que a descrição do formato deixa aberta em cada pedido.
Texto errado se corrige no texto; formato errado, no modelo ou no gerador. Uma vez, e vale para todas.
Tabela cortada e cabeçalho órfão não aparecem no texto. Só na página.
fontes/ e monta o .docx e o .pdf no formato do modelo.Simplificação didática. As atas, as datas, as decisões e os papéis desta página são exemplos montados para ilustrar; os tamanhos citados foram medidos em projetos reais, sem nome, e mostram a forma do problema, não uma meta de tamanho. Os nomes das cores no arquivo de padrão visual são ilustrativos. Família Claude Code; irmãs: CLAUDE.md, pasta com dono, onde paramos, handoff, arquivo de referência, Obsidian.