R. LimaConceitos de IARafael Lima Instagram · @iacomrafael ↗
Visão geral

Claude Code

O modelo não lembra de nada entre uma conversa e outra. Quem lembra é a pasta.

No chat, cada conversa começa do zero: você sobe o arquivo de novo, explica de novo quem é, corrige de novo o mesmo nome. O Claude Code é o mesmo modelo com outro aplicativo em volta (o modelo é a IA que escreve as respostas, a mesma do chat): ele trabalha dentro de uma pasta do seu computador, lê o que está lá e grava o resultado lá. O que você quer que continue valendo amanhã precisa estar escrito num arquivo que ele lê na hora certa. Esta família mostra que arquivos são esses, quem escreve cada um e quando cada um é lido.

O mapa da família

Oito arquivos, cada um com página própria

Esta página é a visão geral: o modelo não lembra de nada entre uma conversa e outra, quem lembra é a pasta. Cada página abaixo é um tipo de arquivo, com um dono e uma hora de ser lido. Comece pelas três primeiras.

8.1 · Pasta com dono · 1 de 8

Pasta com dono

Cada arquivo tem um dono e uma hora de mudar: a transcrição não se mexe, o documento avança por estágio, e o nome começa pela data.

Lá você encontra
  • estágios, não versões
  • onde mora este arquivo
  • vinte e duas atas
abrir 8.1 →
8.2 · CLAUDE.md · 2 de 8

CLAUDE.md

O manual que ele lê antes da sua primeira mensagem, em camadas. Nasce do erro, e cada linha passa pela pergunta “se eu tirar, ele erra?”.

Lá você encontra
  • as três camadas
  • se eu tirar, ele erra?
  • o primeiro manual em cinco linhas
abrir 8.2 →
8.3 · Onde paramos · 3 de 8

Onde paramos

A memória do projeto num arquivo: lida no começo, reescrita no fim. Um retrato, não um diário.

Lá você encontra
  • retrato ou diário
  • o próximo passo com arquivo
  • a sua primeira memória
abrir 8.3 →
8.4 · Handoff · 4 de 8

Handoff

Trocar de conversa quando muda a frente, não quando a conversa fica grande, deixando o que foi decidido por escrito.

Lá você encontra
  • compactar ou conversa nova
  • decisão, não narrativa
  • o prompt de continuidade
abrir 8.4 →
8.5 · Referência · 5 de 8

Referência e leitura de fonte

O que é fato fica escrito uma vez, e a transcrição é lida antes de virar documento. O Claude não adivinha.

Lá você encontra
  • a lista de pessoas
  • dito, implícito, deduzido
  • quem esteve
abrir 8.5 →
8.6 · Modelo · 6 de 8

Modelo e padrão visual

O formato mora num arquivo: ele segue o modelo em vez de adivinhar, e a correção de formato é feita uma vez.

Lá você encontra
  • duas semanas de atas
  • quantas houver
  • a prova é abrir
abrir 8.6 →
8.7 · Obsidian · 7 de 8

Obsidian

A pasta de conhecimento que sintetiza e liga o que o trabalho produz. Vem depois das três primeiras.

Lá você encontra
  • de onde veio a decisão
  • síntese dentro, bruta fora
  • depois de cada reunião
abrir 8.7 →
8.8 · Time na pasta · 8 de 8

Um time de especialistas na pasta

Cada especialista vira um arquivo e trabalha numa mesa separada, e volta para a sua conversa só a entrega. Vem depois de montar o time no chat.

Lá você encontra
  • uma mesa por especialista
  • o caso desce inteiro
  • quem confere não conserta
abrir 8.8 →
O que ele lê, e em que ordem

Antes da sua primeira palavra, ele já leu quatro coisas

Pense na recepção de um hotel no começo do expediente: antes do primeiro hóspede, o recepcionista lê o regulamento da rede, o aviso da gerência daquele hotel e o livro de ocorrências da noite, sempre nessa ordem. Toda conversa aberta numa pasta de projeto começa do mesmo jeito. Cada tipo de arquivo tem a sua vez, e é a vez que decide o que ele sabe quando você pede. Na fila aparecem nomes que voltam em toda a família: o CLAUDE.md é o manual, um arquivo de texto simples (é isso que o .md no fim do nome quer dizer); o 00-aqui-paramos.md é a memória, o arquivo que diz onde o trabalho parou; uma skill é um passo a passo guardado para uma tarefa; e o handoff é a passagem de turno por escrito no fim da sessão, que é cada rodada de trabalho numa conversa. Avance e veja a mesa da conversa enchendo, na ordem.

Passo 1 de 6
Seis arquivos em fila à esquerda: o manual do usuário, o manual da pasta, a memória, as etiquetas das skills, o pedido com os arquivos da tarefa e o handoff. À direita, a mesa da conversa recebe uma linha a cada passo; no último, uma seta volta da conversa para a memória. O QUE ELE LÊ, NA ORDEM A MESA DA CONVERSA 1~/.claude/CLAUDE.mdo manual do usuário · toda conversa, em qualquer pasta 2CLAUDE.md da pasta e das de cimao manual do lugar · toda conversa aberta ali 300-aqui-paramos.mda memória · toda conversa, porque o manual manda 4skills: nome e descriçãoas etiquetas · o conteúdo só quando o pedido bate 5o pedido + os arquivos da tarefapessoas, modelo, fontes · só o que a tarefa pede fimo handoffa memória reescrita · ao fechar a sessão quem você é e como gosta de trabalhar como se trabalha nesta pasta onde o trabalho parou; o próximo passo a lista das receitas, só as etiquetas o pedido, e só os arquivos que ele pede ao fechar: o estado novo volta ao arquivo

Os nomes CLAUDE.md e ~/.claude/ são da ferramenta. O nome 00-aqui-paramos.md é de um jeito que funciona: qualquer nome serve, desde que o manual mande ler.

A mesma rotina, no chat e na pasta

A ata da reunião semanal, três semanas seguidas, no chat e na pasta

É a diferença entre ditar o mesmo pedido de compra por telefone toda semana e deixar um formulário-padrão já preenchido com o que não muda. A mesma rotina: toda segunda, a transcrição da reunião vira ata. No chat, o que você ensinou fica na conversa e morre com ela. Na pasta, cada correção vira arquivo, uma vez. Troque o modo e avance as semanas.

Explicações repetidas até aqui
Erros que voltaram

Na primeira semana a pasta dá mais trabalho que o chat. Da segunda em diante, é o chat que dá.

Cada incômodo tem um arquivo

Oito incômodos de quem usa só o chat, e o arquivo que acaba com cada um

Num escritório, cada papel tem o seu setor: nota fiscal vai para o financeiro, contrato vai para o jurídico, e ninguém leva tudo ao diretor. Cada página desta família é um tipo de arquivo, com um dono e uma hora de ser lido. O jeito de saber qual você precisa é olhar o incômodo, não a ferramenta. Escolha o arquivo para cada situação.

Três arquivos para começar

Pasta, manual e memória. O resto espera o trabalho pedir

Para pôr ordem nas contas de um setor, ninguém começa comprando um sistema de contabilidade: começa com uma pasta para as notas, uma folha com as regras e uma lista do que falta pagar. Aqui também não se monta tudo no primeiro dia. Três peças já mudam a segunda-feira: um lugar para cada coisa, um manual que ele lê sozinho e um arquivo que diz onde o trabalho parou.

01 · a pasta

Um lugar para cada coisa

A transcrição bruta (do jeito que o gravador entregou) de um lado, o que ele produz do outro. Pasta nasce quando o trabalho pede, não antes.

Pasta com dono →

02 · o manual

Umas cinco linhas de CLAUDE.md

O papel dele ali, o que tem em cada pasta, duas regras que não mudam e a linha que manda ler a memória.

O manual de chegada →

03 · a memória

Estado, decidido, próximo passo, em aberto

Quatro blocos num arquivo que ele lê no começo e reescreve no fim. Um retrato, não um diário.

Onde paramos →

Depois, quando o trabalho pedir:

O pedido do primeiro dia · para colar no Claude Code
Vou usar esta pasta para [o trabalho, por exemplo: as atas da reunião semanal]. Monte o mínimo, e nada além:
1. Uma pasta para o material bruto (as transcrições) e outra para o que você produz. Não crie pasta vazia pensando no futuro.
2. Um CLAUDE.md curto, de umas cinco linhas: o seu papel aqui, o que tem em cada pasta, duas regras que não mudam, e a linha "antes de começar, leia o 00-aqui-paramos.md".
3. Um 00-aqui-paramos.md com quatro blocos: Estado, Decidido, Próximo passo, Em aberto.
Antes de criar, me mostre o que vai escrever em cada arquivo e espere o meu OK.

O teste de trinta segundos: abra uma conversa nova na mesma pasta e pergunte só “onde paramos e qual é o próximo passo?”. Se ele responder sem você explicar nada, a pasta está lembrando. No chat, a mesma ideia mora em outros lugares: onde a regra mora.

Para levar

Três ideias

Quem lembra é a pasta

O modelo começa cada conversa do zero. O que precisa valer amanhã vai para um arquivo que ele lê.

Cada arquivo tem a sua hora

Manual e memória, sempre. Etiqueta de skill, sempre; o conteúdo, só quando bate. O resto, só quando a tarefa pede.

Comece por três

Pasta, manual e memória. Referência, modelo, skill e Obsidian entram quando o trabalho pedir.

Claude Code
O Claude trabalhando dentro de uma pasta do seu computador: lê os arquivos, grava o resultado, roda comandos. O mesmo modelo do chat, com outro aplicativo em volta.
CLAUDE.md
O manual de chegada: um arquivo de texto lido antes da sua primeira mensagem, em toda conversa. Existe o do usuário e o de cada pasta, e eles se somam.
Memória
Um arquivo na raiz do projeto com o estado do trabalho e o próximo passo. Lido no começo porque o manual manda; reescrito no fim.
Handoff
O gesto de fechar a sessão escrevendo o que a próxima precisa saber: decidido, estado, próximo passo, em aberto.
Skill
O passo a passo de uma tarefa, guardado com uma etiqueta. Só a etiqueta fica sempre à vista.

Simplificação didática. A ordem de leitura, os nomes de arquivo e os comandos mudam entre versões da ferramenta; a ideia de um arquivo com dono e hora de ser lido continua. A rotina da ata é um exemplo montado; os tamanhos citados foram medidos em projetos reais, sem nome, e mostram a forma do problema, não uma meta de tamanho. Família Claude Code; filhas: pasta com dono, o manual de chegada, onde paramos, handoff, arquivo de referência, modelo, Obsidian.