O modelo não lembra de nada entre uma conversa e outra. Quem lembra é a pasta.
No chat, cada conversa começa do zero: você sobe o arquivo de novo, explica de novo quem é, corrige de novo o mesmo nome. O Claude Code é o mesmo modelo com outro aplicativo em volta (o modelo é a IA que escreve as respostas, a mesma do chat): ele trabalha dentro de uma pasta do seu computador, lê o que está lá e grava o resultado lá. O que você quer que continue valendo amanhã precisa estar escrito num arquivo que ele lê na hora certa. Esta família mostra que arquivos são esses, quem escreve cada um e quando cada um é lido.
Esta página é a visão geral: o modelo não lembra de nada entre uma conversa e outra, quem lembra é a pasta. Cada página abaixo é um tipo de arquivo, com um dono e uma hora de ser lido. Comece pelas três primeiras.
Cada arquivo tem um dono e uma hora de mudar: a transcrição não se mexe, o documento avança por estágio, e o nome começa pela data.
Lá você encontraO manual que ele lê antes da sua primeira mensagem, em camadas. Nasce do erro, e cada linha passa pela pergunta “se eu tirar, ele erra?”.
Lá você encontraA memória do projeto num arquivo: lida no começo, reescrita no fim. Um retrato, não um diário.
Lá você encontraTrocar de conversa quando muda a frente, não quando a conversa fica grande, deixando o que foi decidido por escrito.
Lá você encontraO que é fato fica escrito uma vez, e a transcrição é lida antes de virar documento. O Claude não adivinha.
Lá você encontraO formato mora num arquivo: ele segue o modelo em vez de adivinhar, e a correção de formato é feita uma vez.
Lá você encontraA pasta de conhecimento que sintetiza e liga o que o trabalho produz. Vem depois das três primeiras.
Lá você encontraCada especialista vira um arquivo e trabalha numa mesa separada, e volta para a sua conversa só a entrega. Vem depois de montar o time no chat.
Lá você encontraPense na recepção de um hotel no começo do expediente: antes do primeiro hóspede, o recepcionista lê o regulamento da rede, o aviso da gerência daquele hotel e o livro de ocorrências da noite, sempre nessa ordem. Toda conversa aberta numa pasta de projeto começa do mesmo jeito. Cada tipo de arquivo tem a sua vez, e é a vez que decide o que ele sabe quando você pede. Na fila aparecem nomes que voltam em toda a família: o CLAUDE.md é o manual, um arquivo de texto simples (é isso que o .md no fim do nome quer dizer); o 00-aqui-paramos.md é a memória, o arquivo que diz onde o trabalho parou; uma skill é um passo a passo guardado para uma tarefa; e o handoff é a passagem de turno por escrito no fim da sessão, que é cada rodada de trabalho numa conversa. Avance e veja a mesa da conversa enchendo, na ordem.
Os nomes CLAUDE.md e ~/.claude/ são da ferramenta. O nome 00-aqui-paramos.md é de um jeito que funciona: qualquer nome serve, desde que o manual mande ler.
É a diferença entre ditar o mesmo pedido de compra por telefone toda semana e deixar um formulário-padrão já preenchido com o que não muda. A mesma rotina: toda segunda, a transcrição da reunião vira ata. No chat, o que você ensinou fica na conversa e morre com ela. Na pasta, cada correção vira arquivo, uma vez. Troque o modo e avance as semanas.
Na primeira semana a pasta dá mais trabalho que o chat. Da segunda em diante, é o chat que dá.
Num escritório, cada papel tem o seu setor: nota fiscal vai para o financeiro, contrato vai para o jurídico, e ninguém leva tudo ao diretor. Cada página desta família é um tipo de arquivo, com um dono e uma hora de ser lido. O jeito de saber qual você precisa é olhar o incômodo, não a ferramenta. Escolha o arquivo para cada situação.
Para pôr ordem nas contas de um setor, ninguém começa comprando um sistema de contabilidade: começa com uma pasta para as notas, uma folha com as regras e uma lista do que falta pagar. Aqui também não se monta tudo no primeiro dia. Três peças já mudam a segunda-feira: um lugar para cada coisa, um manual que ele lê sozinho e um arquivo que diz onde o trabalho parou.
A transcrição bruta (do jeito que o gravador entregou) de um lado, o que ele produz do outro. Pasta nasce quando o trabalho pede, não antes.
CLAUDE.mdO papel dele ali, o que tem em cada pasta, duas regras que não mudam e a linha que manda ler a memória.
Quatro blocos num arquivo que ele lê no começo e reescreve no fim. Um retrato, não um diário.
Depois, quando o trabalho pedir:
Vou usar esta pasta para [o trabalho, por exemplo: as atas da reunião semanal]. Monte o mínimo, e nada além: 1. Uma pasta para o material bruto (as transcrições) e outra para o que você produz. Não crie pasta vazia pensando no futuro. 2. Um CLAUDE.md curto, de umas cinco linhas: o seu papel aqui, o que tem em cada pasta, duas regras que não mudam, e a linha "antes de começar, leia o 00-aqui-paramos.md". 3. Um 00-aqui-paramos.md com quatro blocos: Estado, Decidido, Próximo passo, Em aberto. Antes de criar, me mostre o que vai escrever em cada arquivo e espere o meu OK.
O teste de trinta segundos: abra uma conversa nova na mesma pasta e pergunte só “onde paramos e qual é o próximo passo?”. Se ele responder sem você explicar nada, a pasta está lembrando. No chat, a mesma ideia mora em outros lugares: onde a regra mora.
O modelo começa cada conversa do zero. O que precisa valer amanhã vai para um arquivo que ele lê.
Manual e memória, sempre. Etiqueta de skill, sempre; o conteúdo, só quando bate. O resto, só quando a tarefa pede.
Pasta, manual e memória. Referência, modelo, skill e Obsidian entram quando o trabalho pedir.
Simplificação didática. A ordem de leitura, os nomes de arquivo e os comandos mudam entre versões da ferramenta; a ideia de um arquivo com dono e hora de ser lido continua. A rotina da ata é um exemplo montado; os tamanhos citados foram medidos em projetos reais, sem nome, e mostram a forma do problema, não uma meta de tamanho. Família Claude Code; filhas: pasta com dono, o manual de chegada, onde paramos, handoff, arquivo de referência, modelo, Obsidian.